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AWS Well-Architected Framework · Pilar de Segurança

Épicos de segurança, área por área

O pilar de Segurança do Well-Architected organiza a segurança em 7 áreas. Aqui cada área é tratada como um épico: um grande tema de trabalho, com objetivo claro, as boas práticas oficiais associadas e um ponto de partida prático. Em português, e sem precisar de conta AWS.

7 áreas Boas práticas SEC01 a SEC11 2 de 7 com aprofundamento

Mapa das 7 áreas

  1. Épico 1

    Fundamentos de segurança

    Security foundations

    A base comum para operar workloads com segurança: contas, usuário root, objetivos de controle e os princípios que valem para todas as outras áreas.

    SEC01 Aprofundamento disponível
  2. Épico 2

    Gerenciamento de identidade e acesso

    Identity and access management

    Garantir que as pessoas e as máquinas certas acessem os recursos certos, nas condições certas.

    SEC02SEC03 Aprofundamento disponível
  3. Épico 3

    Detecção

    Detection

    Identificar configurações indesejadas, ameaças e comportamentos inesperados com logs, alertas e verificações automatizadas.

    SEC04 Em breve
  4. Épico 4

    Proteção da infraestrutura

    Infrastructure protection

    Defesa em profundidade para redes e recursos de computação: limites de confiança, hardening, patching e pontos de aplicação de política.

    SEC05SEC06 Em breve
  5. Épico 5

    Proteção de dados

    Data protection

    Classificar os dados e protegê-los em repouso e em trânsito, com criptografia, controle de acesso e gestão segura de chaves.

    SEC07SEC08SEC09 Em breve
  6. Épico 6

    Resposta a incidentes

    Incident response

    Mesmo com bons controles preventivos e de detecção, esteja pronto para responder, conter, investigar e se recuperar.

    SEC10 Em breve
  7. Épico 7

    Segurança de aplicações

    Application security

    Projetar, construir e testar as propriedades de segurança do que você desenvolve, com automação ao longo de todo o ciclo.

    SEC11 Em breve
Épico 1 de 7 Aprofundamento disponível

Fundamentos de segurança

Security foundations

Objetivo

Estabelecer os princípios e as práticas transversais antes de entrar no detalhe de cada área. É aqui que se decide como separar ambientes, como proteger o que há de mais sensível em uma conta e como saber se os controles realmente reduzem o risco.

Os 7 princípios de design do pilar

  • Construir uma base forte de identidade: menor privilégio, separação de funções e o objetivo de eliminar credenciais estáticas de longo prazo.
  • Manter rastreabilidade: monitorar, alertar e auditar ações e mudanças em tempo real.
  • Aplicar segurança em todas as camadas: defesa em profundidade, da borda da rede ao código.
  • Automatizar as práticas de segurança: controles definidos como código em templates versionados.
  • Proteger dados em trânsito e em repouso: classificar e usar criptografia, tokenização e controle de acesso.
  • Manter pessoas longe dos dados: reduzir o acesso direto e o processamento manual.
  • Preparar-se para eventos de segurança: processos de incidente, simulações e automação.

Boas práticas do Well-Architected (8 listadas)

SEC01Operar workloads com segurança

  • SEC01-BP01 Separar workloads usando contas
  • SEC01-BP02 Proteger o usuário root e as propriedades da conta
  • SEC01-BP03 Identificar e validar objetivos de controle
  • SEC01-BP04 Manter-se atualizado sobre ameaças e recomendações de segurança
  • SEC01-BP05 Reduzir o escopo de gestão de segurança
  • SEC01-BP06 Automatizar a implantação de controles de segurança padrão
  • SEC01-BP07 Identificar ameaças e priorizar mitigações usando um modelo de ameaças
  • SEC01-BP08 Avaliar e implementar regularmente novos serviços e recursos de segurança

Por onde começar

  1. Separe produção, desenvolvimento e workloads em contas distintas.
  2. Proteja o usuário root de cada conta: sem acesso programático, com controles adequados e sem uso rotineiro.
  3. Derive os objetivos de controle dos seus requisitos de conformidade e dos riscos levantados em um modelo de ameaças.
Épico 2 de 7 Aprofundamento disponível

Gerenciamento de identidade e acesso

Identity and access management

Objetivo

Gerenciar as identidades que acessam seus ambientes e o que cada uma pode fazer. São duas frentes: identidades (quem é) e permissões (o que pode fazer, em quais recursos e sob quais condições).

Dois tipos de identidade

  • Humanas: a equipe (administradores, desenvolvedores, operadores), terceiros (fornecedores, parceiros) e os usuários dos seus aplicativos.
  • De máquina: aplicações, ferramentas operacionais e componentes, como instâncias EC2 e funções Lambda, além de máquinas fora da AWS que precisam de acesso.

Boas práticas do Well-Architected (15 listadas)

SEC02Gerenciamento de identidades

  • SEC02-BP01 Usar mecanismos de login fortes
  • SEC02-BP02 Usar credenciais temporárias
  • SEC02-BP03 Armazenar e usar segredos com segurança
  • SEC02-BP04 Depender de um provedor de identidade centralizado
  • SEC02-BP05 Auditar e rotacionar credenciais periodicamente
  • SEC02-BP06 Usar grupos e atributos de usuário

SEC03Gerenciamento de permissões

  • SEC03-BP01 Definir os requisitos de acesso
  • SEC03-BP02 Conceder acesso com privilégio mínimo
  • SEC03-BP03 Estabelecer um processo de acesso de emergência
  • SEC03-BP04 Reduzir permissões continuamente
  • SEC03-BP05 Definir guardrails de permissão para a organização
  • SEC03-BP06 Gerenciar o acesso com base no ciclo de vida
  • SEC03-BP07 Analisar acesso público e entre contas
  • SEC03-BP08 Compartilhar recursos com segurança dentro da organização
  • SEC03-BP09 Compartilhar recursos com segurança com terceiros

Por onde começar

  1. Centralize o acesso humano em um provedor de identidade e use credenciais temporárias no lugar de chaves de longo prazo.
  2. Escreva as permissões com privilégio mínimo e revise-as continuamente com base no uso real.
  3. Defina guardrails para a organização e analise regularmente os acessos públicos e entre contas.
Épico 3 de 7 Em breve

Detecção

Detection

Objetivo

A detecção tem duas partes: perceber mudanças de configuração inesperadas ou indesejadas e perceber comportamento inesperado. A primeira pode acontecer em vários pontos do ciclo de entrega, inclusive antes do deploy, nos pipelines de CI/CD. A segunda envolve, por exemplo, monitorar chamadas de API que alteram a postura de segurança.

Boas práticas do Well-Architected (4 listadas)

SEC04Detectar e investigar eventos de segurança

  • SEC04-BP01 Configurar logging de serviços e aplicações
  • SEC04-BP02 Capturar logs, findings e métricas em locais padronizados
  • SEC04-BP03 Correlacionar e enriquecer alertas de segurança
  • SEC04-BP04 Iniciar a correção de recursos fora de conformidade

Por onde começar

  1. Ative o logging dos serviços e das aplicações e centralize em um local padronizado.
  2. Use detecção de ameaças gerenciada (por exemplo, Amazon GuardDuty) e monitore chamadas de API que mudam a postura de segurança.
  3. Automatize a correção de recursos que saem da conformidade.
Épico 4 de 7 Em breve

Proteção da infraestrutura

Infrastructure protection

Objetivo

Garantir que sistemas e serviços do workload estejam protegidos contra acesso não autorizado e contra vulnerabilidades. Isso inclui definir limites de confiança (rede e conta), configuração e manutenção segura dos sistemas (hardening, minimização, patching), autenticação e autorização nos sistemas operacionais e pontos de aplicação de política, como WAF e API gateways.

Zero Trust nas redes

  • Em vez de confiar em tudo que está dentro da rede, trate os componentes como discretos: nenhum componente ou microsserviço confia em outro.
  • O desenho da rede é a base do isolamento. Apoie-o com mecanismos de inspeção e proteção automatizados.

Boas práticas do Well-Architected (9 listadas)

SEC05Proteger recursos de rede

  • SEC05-BP01 Criar camadas de rede
  • SEC05-BP02 Controlar o fluxo de tráfego dentro das camadas de rede
  • SEC05-BP03 Implementar proteção baseada em inspeção
  • SEC05-BP04 Automatizar a proteção de rede

SEC06Proteger recursos de computação

  • SEC06-BP01 Realizar gerenciamento de vulnerabilidades
  • SEC06-BP02 Provisionar computação a partir de imagens reforçadas (hardened)
  • SEC06-BP03 Reduzir o gerenciamento manual e o acesso interativo
  • SEC06-BP04 Validar a integridade do software
  • SEC06-BP05 Automatizar a proteção da computação

Por onde começar

  1. Separe a rede em camadas e controle o fluxo de tráfego entre elas.
  2. Provisione computação a partir de imagens reforçadas e mantenha um processo contínuo de gerenciamento de vulnerabilidades.
  3. Reduza o acesso interativo e o gerenciamento manual dos recursos.
Épico 5 de 7 Em breve

Proteção de dados

Data protection

Objetivo

A classificação de dados organiza as informações por nível de sensibilidade, e a criptografia as torna ininteligíveis para quem não tem autorização. Esses métodos sustentam objetivos como evitar o manuseio indevido e cumprir obrigações regulatórias.

Técnicas complementares

  • Criptografia: transforma o conteúdo de forma que só seja legível com a chave.
  • Tokenização: substitui uma informação sensível por um token sem significado próprio, o que pode reduzir o escopo de conformidade.
  • Mascaramento: oculta parte do dado até o ponto em que o restante deixa de ser sensível.
  • Auditoria de chaves: acompanhe o uso das chaves (por exemplo, pelo CloudTrail) para validar que os controles de acesso estão corretos.

Boas práticas do Well-Architected (8 listadas)

SEC07Classificação de dados

  • SEC07-BP01 Entender o seu esquema de classificação de dados

Lista parcial. O grupo SEC07 tem outras práticas; veja a documentação oficial.

SEC08Proteger dados em repouso

  • SEC08-BP01 Implementar gerenciamento seguro de chaves
  • SEC08-BP02 Aplicar criptografia em repouso
  • SEC08-BP03 Automatizar a proteção de dados em repouso
  • SEC08-BP04 Aplicar controle de acesso

SEC09Proteger dados em trânsito

  • SEC09-BP01 Implementar gerenciamento seguro de chaves e certificados
  • SEC09-BP02 Aplicar criptografia em trânsito
  • SEC09-BP03 Autenticar as comunicações de rede

Por onde começar

  1. Entenda e documente o esquema de classificação dos seus dados.
  2. Habilite criptografia em repouso e em trânsito e implemente gerenciamento seguro de chaves e certificados.
  3. Automatize a proteção dos dados e audite o uso das chaves.
Épico 6 de 7 Em breve

Resposta a incidentes

Incident response

Objetivo

A preparação influencia diretamente a capacidade das equipes de operar durante um incidente: isolar, conter, fazer forense e restaurar a operação a um estado seguro. Ter ferramentas e acessos prontos antes do incidente, e praticar com game days, ajuda a recuperar-se minimizando a interrupção do negócio.

Preparar nos três domínios

  • Pessoas: identificar as partes interessadas e treiná-las em resposta a incidentes e em tecnologias de nuvem.
  • Processos: documentar arquiteturas, criar planos de resposta e playbooks.
  • Tecnologia: configurar acessos, agregar e monitorar logs, criar alertas e desenvolver capacidade de resposta e investigação.

As 5 fases da operação

  • Detecção: identificar um possível evento de segurança.
  • Análise: determinar se é um incidente e avaliar o escopo.
  • Contenção: minimizar e limitar o alcance do evento.
  • Erradicação: remover recursos ou artefatos não autorizados e corrigir a causa.
  • Recuperação: restaurar os sistemas a um estado seguro e monitorar para garantir que a ameaça não volte.

Boas práticas do Well-Architected (8 listadas)

SEC10Antecipar, responder e se recuperar de incidentes

  • SEC10-BP01 Identificar pessoas-chave e recursos externos
  • SEC10-BP02 Desenvolver planos de gerenciamento de incidentes
  • SEC10-BP03 Preparar capacidades forenses
  • SEC10-BP04 Desenvolver e testar playbooks de resposta a incidentes de segurança
  • SEC10-BP05 Provisionar acessos com antecedência
  • SEC10-BP06 Implantar ferramentas com antecedência
  • SEC10-BP07 Executar simulações
  • SEC10-BP08 Estabelecer um framework para aprender com os incidentes

Por onde começar

  1. Identifique quem participa da resposta (internos e externos) e documente um plano de gerenciamento de incidentes.
  2. Provisione acessos e ferramentas antes de precisar delas.
  3. Pratique com simulações e transforme cada incidente em aprendizado.
Épico 7 de 7 Em breve

Segurança de aplicações

Application security

Objetivo

Segurança de aplicações é o processo de como você projeta, constrói e testa as propriedades de segurança dos workloads que desenvolve. Pessoas treinadas, entendimento da segurança da infraestrutura de build e release e automação para identificar problemas são a base. Quanto mais cedo no ciclo de desenvolvimento, menor o custo de corrigir, e uma modelagem de ameaças na fase de design ajuda a achar falhas cedo.

Quatro áreas de foco

  • Organização e cultura.
  • Segurança do pipeline (a infraestrutura de build e release).
  • Segurança no pipeline (testes e verificações automatizados).
  • Gerenciamento de dependências.

Boas práticas do Well-Architected (8 listadas)

SEC11Incorporar e validar propriedades de segurança ao longo do ciclo de vida da aplicação

  • SEC11-BP01 Treinar em segurança de aplicações
  • SEC11-BP02 Automatizar testes ao longo do ciclo de desenvolvimento e release
  • SEC11-BP03 Realizar testes de intrusão regularmente
  • SEC11-BP04 Conduzir revisões de código
  • SEC11-BP05 Centralizar serviços de pacotes e dependências
  • SEC11-BP06 Implantar software de forma programática
  • SEC11-BP07 Avaliar regularmente as propriedades de segurança dos pipelines
  • SEC11-BP08 Criar um programa que incorpore a responsabilidade de segurança nas equipes de workload

Por onde começar

  1. Faça modelagem de ameaças já na fase de design e treine as equipes em segurança de aplicações.
  2. Automatize testes de segurança e revisões de código no pipeline e implante software de forma programática.
  3. Centralize pacotes e dependências e avalie periodicamente a segurança dos próprios pipelines.